O Mar de Merda

Tudo que é muito comum é vulgar. Algo que tem em todo canto, que é fácil de obter, não tem valor.

Há uma horda, um exército de páginas de humor, que produzem um oceano de piadinhas, geralmente bestas. Uma das características centrais das redes sociais é a facilidade de se produzir conteúdo, que se torna mais fácil ainda de criar com as fórmulas prontas reutilizadas à exaustão – os memes. Produzir meme é esporte, é sinal de esperteza, status de legal, e é também uma ótima forma de produzir conteúdo sem precisar ter conteúdo.

É muito tempo, muita energia elétrica, muita energia humana, muito espaço nos servidores dedicados ao nada. Por que as pessoas querem, precisam postar conteúdo, precisam de cliques. E que conteúdo elas têm?

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Não que uma leseira de vez em quando seja ruim. Só que é muito além do necessário para contrabalancear algum eventual estresse. Ao navegar pela rede, parece que há agora palhaços me abordando a cada minuto para oferecer: “Diversão! Diversão!”, e eu não tenho tanto aborrecimento assim pra desopilar. Já dizia meu mestre: “Tudo demais é demasia”.

Suspeito que a oferta de entretenimento seja muito maior que a nossa capacidade (ou necessidade) de consumi-la. Ainda assim, cada vídeo merda daquele tem milhares ou milhões de visualizações. Cada visualização toma tempo. Mas o dia continua tendo 24 horas. A população consumidora não muda muito rápido. A conclusão a que chegamos só pode ser uma: estamos dedicando mais tempo com atividades de valor questionável.

O mar de merda está aí, e ele necessariamente ocupa um espaço.

O Viajante

Se não viajo no Facebook, viajo no Youtube.

Se não viajo no Youtube, viajo no email ou na internet em geral.

Se me desconectam da internet, viajo nos arquivos do próprio computador.

(daria pra me ocupar por meses se apenas estudasse o que já tenho acumulado no HD, sem procurar nada a mais na internet).

Se me privam de qualquer computador (seja de mesa ou de bolso), viajo nos próprios pensamentos. Se tiver caneta e papel, melhor.

E deles eu não posso me livrar – pelo menos não permanentemente. Com esses eu vou ter que lidar.

O problema tá na frente da tela

Depois de ficar 10 meses sem redes sociais e não ter visto melhora clínica, a impressão que tenho é que as mídias sociais não são a causa de problemas novos.

Quem era focado antes delas vai continuar sendo focado com elas (antigamente não tinha whatsapp, não tinha facebook, não tinha computador com internet 24h no bolso). É até comum ocorrerem episódios ocasionais de descontrole, em que o indivíduo perde muito tempo navegando futilmente na internet. Mas depois dessa experiência a pessoa focada geralmente “fica esperta” e não deixa isso ocorrer de novo. Pura falta de experiência, ou um momento de fraqueza.

Já o sujeito disperso vai continuar preso nesse padrão, repetindo ciclos de libação, ressaca moral, desorganização de vida, hipercompensações. Só que o sujeito disperso já vivia assim antes – usando recursos diferentes. E provavelmente continuará vivendo assim se for retirado à força das mídias sociais.

Apenas questão de adaptação de uma estrutura básica às circunstâncias externas.

Experiência Didática

Experiência muito didática é ficar com a bateria do smartphone prestes a acabar e sem poder recarregar nem tão cedo. Recomendo.

Veja bem: não é ficar sem celular. Isso não é tão didático, porque você não tem opção. Vai ficar sem usá-lo simplesmente porque não o tem.

Ficar com a bateria minguando obriga o indivíduo a rever as prioridades.

Primeiro você reduz o brilho da tela. Tira o som, tira a vibração. Desliga alguns aplicativos.

Depois, ativa a opção “restringir dados em segundo plano”. Aí aplicativos como WA, FB e email não vão mais ficar recebendo dados constantemente: você precisa deliberadamente abrir tais aplicativos para que, aí sim, eles recebam as mensagens.

Se a bateria baixar demais e você quiser se manter ainda comunicável, vai pensar em desligar toda conexão com internet, incluindo Wifi e 3G.

Você começa a pensar no quanto de “conexão” você realmente precisa. Começa a se perguntar por que não pode ficar algumas horas sem receber informações online – sabendo que, se fosse algo realmente urgente, iriam ligar.

Quando começar a procurar automaticamente pela luzinha que não vai acender, vai tomar um choque de realidade. Começa a refletir sobre qual a satisfação que aquela luzinha (ou fi-fi-fi, ou vibração) lhe traz, e em como você, que cordatamente não bebe nem fuma, chegou a esse estágio.

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Ratinhos

Talvez a característica mais ardilosa do Facebook, Instagram, Twitter e similares é a capacidade de tomar seu tempo enquanto dá a impressão de que não vai tomar seu tempo. Esse fenômeno é consequência da característica de dinamismo dos fluxos de informação, que se reflete na experiência subjetiva do usuário. O usuário vai passando por várias postagens, cada uma delas trazendo um conteúdo telegráfico, prático, que na maioria das vezes exigem apenas uma passada de olhos breve. Ela não toma seu tempo, num instante dá seu recado, e logo se vai. Assim, gera-se a impressão ilusória de que não vamos passar muito tempo nele: é só um ratinho passando, não um elefante.

O grande problema é que não se trata de apenas um ou alguns ratinhos: depois que passa um, dezenas de outros se seguirão. Transforme o elefante em vários hamsters e será menos provável que o indivíduo fique com medo dele.

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Aí tem o efeito colateral: um hamster não pode fazer a mesma coisa que um elefante. Você pode curtir mil páginas sobre medicina, mas só vai virar médico de verdade se estudar de verdade. O curso é um elefante: grande, trabalhoso, inconveniente, ocupa espaço de outras coisas, fede…

“Mas eu só fico poucos minutinhos no Facebook de cada vez” – é o que se passa na cabeça do usuário, sem se dar conta de que essa é outra característica do ratinho: a capacidade de caber em pequenos espaços. Mas, ao fim do dia, tempo ocupado é tempo ocupado: seja 10 vezes 5 minutos, seja 1 vez 50.

“Mas eu só uso nas horas vagas!” Ou seja: nas horas vagas, em vez de relaxar os neurônios, revisar algo útil, ler páginas daquele livro que você não consegue terminar, você mantém a cabeça rodando com vida alheia, memes & autoafirmação. Se mantém distraído com “junk information”, informação de consumo fácil e valor duvidoso (similar à junk food), para aplacar sua ansiedade ou para fugir de atividades mais “difíceis” (informação de verdade ou comida de verdade é sempre mais trabalhoso). Ratinhos não substituem elefantes.

Informação Direcionada

A internet tem muita informação, mas é informação sem valor.

Teoricamente, pode-se aprender qualquer coisa na internet. Mas na prática só o q é aprendido profissionalmente, num curso oficial, é q vai lhe dar uma qualificação respeitada. Na prática, internet ou é entretenimento (incluindo aí aquelas curiosidades interessantes, que são cultura, mas são secundárias), ou é perda de tempo.

Não é à toa que diz o ditado: o que é de graça não tem valor. Não é por acaso que é de graça. O conteúdo de mais valor, aquele que efetivamente vai lhe dar um lucro, é geralmente pago. É preciso uma contrapartida.

Um exemplo: você poderia, teoricamente, aprender todo o conteúdo do curso de medicina estudando por conta própria, nos livros e na internet – tirando as habilidades que requerem vivência prática, claro. Basta saber o que procurar, onde procurar.

É justamente aí que está um problema: saber onde e o que estudar. O curso de verdade dá a informação direcionada e contextualizada. Não se trata de informação exclusiva, mas de informação direcionada, curada.

Mas não é só isso. O que o curso real também garante é a consistência. Ele obriga você a estudar com regularidade durante anos. E isso, mesmo sendo pouco tempo por semana, é muito. É muito comparado ao cara que não estuda nunca, ou que estuda bem muito uns dias e depois abandona. É um caminho já preparado para você trilhar. Basta agora se manter nele.

(Uma observação importante: certamente esse é um retrato idealizado de como os cursos deveriam ser. Sabemos, porém, que é muito real a possibilidade passar por uma faculdade (inclusive as com nome), por exemplo, sem ter adquirido qualificação de fato. Porque falta organização, falta sistemas adequados de avaliação, falta parâmetros programáticos claros para os estágios, sobra “eu finjo que ensino, você finge que aprende, e a gente reza para que o aluno tenha a dignidade de procurar se preparar direito”. Mas não vamos discutir isso por ora)

Às vezes, nos cursos, acontece de nos depararmos com informações que já tínhamos obtido de graça. O que acontece então é curioso: agora percebemos que essa informação pode dar lucro. Após ver aquele conteúdo, que você já possuía, ser dado no curso, pode agora usar a mesma informação profissionalmente com a segurança de poder afirmar: isso aqui é oficial, foi meu professor que disse, foi meu diploma que me autorizou a falar! Ou seja, não se trata simplesmente de informação direcionada, mas informação validada, credibilizada, e por isso passível de ser capitalizada.

Informação sem uso é entulho. É como ter uma casa cheia dos mais diversos instrumentos, insumos, equipamentos, etc., mas que não são usados. Eles até poderiam ser úteis hipoteticamente, mas na realidade só fazem ocupar espaço, juntar poeira e dar trabalho, sendo apenas penduricalhos para passar falsa impressão de plenitude. Ir atrás de novas informações é uma ótima desculpa para não usar a informação que já se tem – porque pôr a mão na massa é mais desconfortável que teorizar. E esse é outro aspecto que o curso geralmente garante: a aplicação prática, passo essencial para transformar o valor simbólico da informação em valor concreto (pelo qual vão pagar).

Direcionamento, consistência, validação e aplicação: o mercado paga por quem fez o curso. Procurar o certo é a melhor forma de evitar arrependimentos e perda de tempo. O “improvisado” pode parecer mais conveniente, mas também tem maior chance de não entregar o que se deseja.

Como isso funciona?

O que é Facebook? É um site.

E o que todo site quer? Audiência, ou seja, visualizações.

Para conseguir isso, é preciso ter conteúdo com qualidade e quantidade adequadas. Aliás, o termo “qualidade” é discutível: melhor dizer que, independente de ser de gosto duvidoso ou não, o conteúdo deve de alguma forma ser atraente. E as postagens devem ser em frequência suficiente. Não adianta fazer uma postagem maravilhosa, mas só publicar algo a cada 6 meses. Também não adianta ter muito conteúdo se ele não atrair ninguém.

O que é que atrai as pessoas para um site? Várias coisas: serviços úteis, relevância, qualidade, exclusividade, apelo emocional, entre outros. Mas vou citar dois importantes: a vida pessoal dos outros e a possibilidade de se exibir. E tem uma peculiaridade nesse par: quando fazemos um, estamos gerando o outro. Ao postar uma foto legal ou um texto esperto, você está se exibindo e nutrindo seu ego, ao mesmo tempo em que gera assunto que os outros gostam de ver.

Assim temos uma máquina ideal que gira infinitamente, nutrindo a si mesma.

E como garantir que haja conteúdo em abundância?

  • Permitir que os próprios usuários produzam o conteúdo.
  • Facilitar ao máximo a produção de conteúdo.
  • Estimular a produção desse conteúdo (os usuários têm necessidade de produzir; de fato estão viciados nisso).
  • Facilitar o acesso a conteúdo.

FB e vc

O Facebook não precisa criar conteúdo. Ele até cria, mais por uma questão de etiqueta que de necessidade. Tem a fanpage oficial da empresa, onde colocam recados aos usuários, atualizações, notícias sobre si mesmo, só coisa que não ofende ninguém e que passa boa impressão. Eles precisam mostrar que estão presentes e que se importam com a comunidade.

Nas últimas décadas houve a escalada global do acesso à informação. Inicialmente, o acesso se dava através de revistas, jornais e das próprias interações pessoais. Depois, surgiu o rádio. Depois a televisão. Depois a internet, inicialmente só com computadores grandes e em horário e velocidade restritos. E chegamos ao estágio atual com smartphones dando acesso à internet 24 horas por dia, em qualquer lugar, permanentemente com o indivíduo, distante apenas poucos movimentos de mão e dedos. Se antes era um bem separado, a que tínhamos acesso circunstancialmente, hoje pode-se dizer que a internet quase faz parte do indivíduo normal (num país com condições de desenvolvimento mínimas, claro).

Mas não é só o acesso que ficou facilitado, mas também o processo de produção. Cada perfil ou fanpage no Facebook é, de fato, um site. Cada pessoa ali tem seu site, e o que é que todo site quer? O quê, o quê?? Atenção. E para isso, ele quer gerar conteúdo. Ao criar um perfil no Facebook, na prática estamos criando um site muito fácil de gerenciar e alimentar. Facebook é como uma plataforma de blog otimizada, com fluxo de informação muito mais intenso que os blogs tradicionais.

As pessoas querem atenção, autoafirmação, aprovação, e a vida alheia.

A atenção, embora possa ter como objetivo final a obtenção de aprovação, pode vir separada dessa. É a atenção pela atenção: “falem mal, mas falem de mim”.

A autoafirmação vem antes e é separada da aprovação. Quando você posta algo, você sente prazer antes mesmo de receber curtidas dos outros, só pelo seu autojulgamento. Da mesma forma, quando você veste uma roupa bonita pra sair de casa, você se sente bem só de se ver no espelho, antes mesmo de sair e receber algum elogio.

Depois, se o elogio (aprovação) vier, melhor ainda.

A vida alheia é a cereja do bolo que nos faz ego curtidasficar ansiosos por estar lá. Não se engane: não é pela fanpage do Drauzio Varela ou do jornal que a pessoa fica viciada,  nem é pelos sites de humor. Para atrair de verdade uma pessoa, é preciso gerar uma ânsia, uma expectativa. Sabe aquele prazer que temos quando contamos uma fofoca, quando falamos um podre de alguém, quando puxamos o amigo dizendo: “ei, você soube o que aconteceu”? É por aí. É atraente porque é pessoal.

Claro, não só de páginas pessoais vive o facebook. Tem também páginas profissionais e comunidades. Criadas por usuários também, que querem (o quê?) visualizações. E como tem muita gente circulando, tem muito anúncio também. Mas se fosse só um portal de páginas institucionais, discussões, artigos e propaganda, seria uma chatice.

No meio do besteirol e fuxico tem umas páginas sérias (pra gente se achar sério e dizer que precisa daquilo), no meio das páginas sérias tem besteirol e fuxico (pra gente achar legal). A gente entra lá esperando encontrar algo interessante que pode estar mais embaixo no feed – algo que, aí sim, valha a pena e nos traga a satisfação. Uma mensagem, uma foto, uma declaração, uma curtida que alguém deu na foto daquela criatura.

Esse é o mecanismo de recompensas variáveis intermitentes, também conhecido como “caça-níqueis”. Puxamos de novo a alavanca na expectativa de sair algo bom. Ao tentar de novo pode acontecer de tudo, inclusive nada. E expectativa é ruim. Quando você tem, quer aplacá-la.

Comparo a rede social com o ato de andar no shopping: um lugar elegante e agradável, cheio de gente bonita (ou pelo menos arrumada), e muitas vitrines oferecendo felicidade pra todo lado. Tem coisa séria no meio, mas geralmente não é só por isso que vamos pra lá. Podemos até ir pra lá com um propósito austero em mente, porém, uma vez lá dentro, não dá para vendar os olhos pro ambiente e seus apelos.

Teoricamente, você pode usar o FB de modo controlado. Ter nenhuma, ou quase nenhuma, página de besteirol; seguir ninguém ou quase ninguém. Aí sobra pouca coisa para aparecer no seu feed. Quando você abrir o FB, não vai ter quase nada pra ver, aí só vão restar duas opções: ou sair e procurar algo pra fazer ou procurar ativamente por mais coisa pra ver na rede social (xeretar perfis, ou procurar páginas pra curtir).

Tudo muito bonito até aí. Até que percebi que tem outro problema: você começa a querer mais.

Por que nem todos conseguem manter o controle por muito tempo? Porque o FB vicia. As poucas curtidas que você receber ou besteiras que lhe distraem e preenchem sua cabeça vão lhe dar pequenas doses de prazer intermitente, ou vão satisfazer sua necessidade de prenchimento. E mesmo sem se dar conta disso, essas coisas podem lhe viciar. Assim, é preciso um autocontrole firme para não ir escorregando de novo no mar de merda, até se ver submerso até a cabeça de novo. Como um ex-viciado que estava usando o cigarro moderadamente… até começar a querer mais um, e mais um, e que em breve vai estar novamente fumando duas carteiras por dia.

Até o layout da coisa é perverso: a “página única infinita”. Quando você acessa um site comum, a página termina logo. Para ler mais, você tem que ativamente mudar de “ambiente” para ver mais coisa; você tem que procurar e escolher outra seção para clicar. Mas esse ato envolve necessariamente uma deliberação da parte do indivíduo, e nesse processo vai se iniciar um julgamento crítico na sua mente.

“Hunn, o que eu quero ver agora?” – ao fazer essa pergunta para si mesmo, vai se iniciar um processo influenciado por variáveis como responsabilidade, relevância, maturidade, disposição… Ao fazer essa escolha, uma parte de você vai julgar a si mesmo. A chance de escolher abdicar de futilidade é maior. A chance de escollher parar de ver besteira é maior. Tudo porque você, de fato, PAROU pra pensar no que fazer a seguir.

Com o esquema de feed de rolagem esse passo, inconveniente aos negócios, é suprimido. Porque as informações são jogadas na sua cara sem que você tenha que pedir por elas toda vez. Numa página comum da internet, a página “acaba” logo depois de rolar um pouco. Nas redes sociais, você rola infinitamente. Não acaba nunca. E existe um  instinto engraçado na nossa mente de querer ver as coisas até o fim. Quem tem esse impulso descontrolado – uma espécie de compulsão ou só uma desculpa pra fugir das responsabilidades – vai ser sugado pelo desejo de rolar mais, mais e mais. A expectativa pelas recompensas variáveis (“se eu descer mais um pouquinho pode ter algo interessante!”) contribui para a rolagem sem fim.

Recompensas variáveis intermitentes, oferecendo otimizadamente do que mais atrai os humanos (atenção, aprovação, autoafirmação, vida alheia, distração). Oferta de coisas úteis também, para arrebatar quem tava em dúvida e disfarçar um pouco a natureza fútil da rede (“eu uso porque preciso!”). Tudo isso jogado passivamente na sua cara na forma de um rolo único infinito, para que você não tenha oportunidade de decidir parar. Assim funcionam o Facebook e outras redes sociais, armadilhas fascinantes de roubo de atenção, tempo e energia, filhos oportunistas da era da informação, da tecnologia e do consumismo.